sábado, 31 de maio de 2008

Vento no Litoral

As ondas batem nas pedras, molham seus pés. O vento bate em seus cabelos, e ela, com olhos fechados, se lembra e tenta esquecer de tudo o que aconteceu. Seu rosto vermelho e encharcado das lágrimas que rolaram. Uma dor intensa e sem fim toma conta de seu peito, e ela não sabe como reagir, não sabe o que fazer. Só quer parar de pensar no que ocorreu.

Não pensa em nada. Fixa seus olhos no horizonte, distraída com a linha que divide o mar do ar. Seu coração se aperta, ao pensar nos planos que tiveram para o futuro. Petrópolis em Julho, Argentina no fim do ano, e mesmo que de brincadeira, um casamento em Las Vegas com lua de mel em nevada. Sentia falta de quando olhavam para o mesmo lugar, para a mesma direção. Sentia falta dele. Pensava aonde ele estaria, além de no fundo de seu peito.

Ela tentava acreditar que no fim, eles agiram certo, mesmo que sem querer, que na verdade, fora o tempo que errara. Mas mesmo assim, ela sabia que seria difícil sem ele, impossível. Porque ela sente a presença dele todo o tempo ao seu lado. E quando ela olhava pro mar, ouvia uma voz em sua mente, que dizia que a vida continua, e que era uma tolice se entregar assim.

Queria acreditar que se ele não estivesse ali, a única coisa podia fazer, era cuidar de si própria, tentar seguir em frente, e tentar esquecer esquecê-lo, mas ela não conseguia. Então num impulso, se joga no mar, batendo com a cabeça em algumas pedras, antes de alcançar a água. Ainda desperta, ela via seu sangue fugir de seu corpo, sendo levado pela água, e também, por incrível que pareça, ela via cavalos marinhos, no fundo.

Queria esquecer o que houve, tanto os momentos bons como os ruins, e foi tão pouco tempo em que estiveram juntos, e acabou tão rápido, e sem nenhuma chance dela argumentar ou saber o que havia feito de errado. Queria esquecer, mas não conseguia, com a cabeça em cima d’água, deixava as ondas acertarem seu rosto, e o vento levava tudo que havia ainda nela, inclusive a sua vida pequena e frágil. Sem nem seus olhos se fecharem, seu corpo foi levado para maré, e foi-se afundando, até chegar ao fundo do mar, onde ali ficou, até ser encontrado.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Um Baile na Neve

Ben ben ben ..... Ben ben ben.... e os sinos do relógio tocam... é chegada a hora... os dois amantes no meio do salão se procuram arduamente. Os dois amantes mascarados, sem saber quem são, sem saber onde estão. Cruzam seus olhares e os sinos tocam mais uma vez. Ben ben ben........ ben ben ben...... uma atração une os corpos dos apaixonados, e eles se entrelaçam num doce e apaixonante beijo. Os sinos tocam. Ben ben ben...... ben ben ben..... O teto se abre. Uma doce e calma neve começa a cair sobre a cabeça dos presentes. Todos fogem para qualquer lugar escondido. Mas o casal de namorados não percebe a neve, nem o frio intenso que faz, continuam abraçados, e unidos num doce e ardente beijo, como se não houvesse nada no mundo além deles dois. E os sinos continuam a tocar. Ben ben ben...... ben ben ben ....

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Chrono Trigger

Estava finalmente realizando o seu sonho, casava-se com o homem de sua vida. Estava esplendida, um lindo vestido branco lhe vestia, e uma grinalda de rosas coroava sua cabeça acima de seus lindos cabelos lisos, longos e azuis, cobertos por um imenso véu, que era segurado pelas damas de honra. O véu deixava a mostra suas lindas orelhas pontiagudas de elfa.

A Igreja estava cheia, estavam lá os reis de Gárdia, sua cunhada, Schala, Ayla, Kino, alguns que não conhecia, Robô. Estava feliz por estarem todos ali. Ali na frente, de frente ao altar, estava o seu amado Janus, lindo, com seus cabelos azuis e suas doces orelhinhas, junto com seu aspecto de elfo negro. Então, a jovem, se dirigiu até lá, mas feliz do que nunca, sendo seguida pelas damas de honra.

Ao chegar no altar, viu nas primeiras fileiras à frente deste os seus amigos e padrinhos. De um lado estavam os padrinhos dela, Lucca, a cientista, fazendo sinal de OK com a mão, e Glenn, na sua forma original, que a olhava intensamente, e a expressão de tristeza que havia em seu olhar a fazia corar levemente, o que a fazia crer que ainda sentia algo por ele.

Do outro lado, viu Nádia, toda sorridente, com lágrimas de emoção em seus olhos, cochichando alguma coisa para o rapaz ao seu lado, que era Crono. Crono concordava com tudo que ela dizia. Olhava para Janus, e depois para ela, e depois para Glenn, depois olhava a face corada da jovem diante do olhar de Glenn e cochichava algo com Nádia, que sorria em concordância.

Então ela chegou ao lado de seu amado. Os dois olham-se intensamente. A jovem percebe que Glenn se contêm para não desembainhar a espada e matar o noivo ali mesmo. A jovem ignora o fato, e continua a olhar o homem que ama. Então o sacerdote olha para os dois e começa a cerimônia.

- Estamos aqui, hoje, para unir em matrimônio, esse casal de apaixonados, para toda a eternidade, abençoados pelos deuses. Se houver alguém aqui, entre nós, que tenha algo a dizer contra esse casamento, que fale agora ou cala-se para sempre.

A jovem sentia que Glenn queria falar alguma coisa, então rezava aos deuses para que ele se contivesse. Bem que nada que ele dissesse poderia mudar a opinião dela. Ela amava Janus, e assim seria até o fim de suas vidas. E ela tinha a consciência limpa de que nada que saísse da boca dele poderia mudar a decisão do homem que ama.

- Como não houve ninguém a dizer nada, vamos as perguntas. Janus Zeal, é de livre e espontânea vontade que você aceita Anne Lenórien, como sua legítima esposa?

- Sim.

- Anne Lenórien, é de livre e espontânea vontade que você aceita Janus Zeal, como seu legítimo esposo?

- Sim.

- Podem trazer os anéis!

Então, a pequena dama de honra, que vinha com os anéis do casamento, se dirige até eles e entrega um anel ao outro. Então, Janus segura sua mão esquerda e coloca o anel que está com ele em seu dedo, e profere as seguintes palavras.

- Eu, Janus Zeal, coloco este anel em seu dedo, como sinal de meu amor e fidelidade, e prometo amá-la e protegê-la, na requesta e na pobreza, na saúde e na doença, na vitória e na derrota, até que a morte nos separe, e além desta, pois nem a morte nos separará.

Anne repetiu o mesmo ato do amado.

- Eu, Anne coloco este anel em seu dedo, como sinal de meu amor e fidelidade, e prometo amá-lo e protegê-lo, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, na vitória e na derrota, até que a morte nos separe, e além desta, pois nem a morte nos separará.

Então o sacerdote os molha com a água sagrada dos deuses, e diz estas palavras.

- Pelos poderes a mim conferidos pelos deuses, eu os declaro, marido e mulher. – então olha para Janus – Pode beijar a noiva.

O rapaz não esperou que o sacerdote terminasse de proferir tais palavras, e a beijou intensamente. Todos bateram as palmas, felizes com o alegre momento do casal. Nádia chorava de emoção, mas Glenn estava triste, lágrimas escorriam de seus olhos, lágrimas que ele não queria deixar escapar, mas que teimosas, continuavam a cair, e eram percebidas por Lucca.

- Você a ama, não é?

Ele balança a cabeça afirmativamente.

- Então por que você não falou antes? Por que deixou ela sofrer achando que você só pensava na Rainha Leene? Por que você deixou que ele a tirasse de você?

- Eu não sabia que ela me amava. Quando eu o soube, já era tarde de mais. O amor que ela sentia por mim havia se extinguido.

O casal continuava a se beijar. Era como um sonho, um doce e belo sonho. Mas logo esse sonho se transformou num pesadelo. Um vento destruiu toda a igreja, e de repente estavam todos mortos, e tudo era só destruição. E ela estava lá, ajoelhada, em meio a toda aquela tragédia, estava machucada, e sua roupa estava toda rasgada. Não havia mais véu nem grinalda. Aos seus pés, a Masamune brilhava, implorando para ser usada.

Levanta-se, pegando a Masamune com uma das mãos, e observa a tudo e a todos com lágrimas nos olhos, e então começa a reconhecer os corpos. Os reis Gárdia, a rainha Leene, Nádia, Crono, Lucca, Robô, Ayla, Schala, Glenn e Janus. Seu amado Janus. Estava lá, desmaiado, morto, perfurado por algo que ela não sabia o que era. Olhou cheia de fúria para tudo a sua volta, e finalmente notara a presença daquilo que matara a todos que amava e que lhe eram importantes. Era ele, que tem consumido a energia do planeta desde épocas pré-históricas, e que estava ali, e que matara os seus amigos, e o seu amor, e ele ia ser destruído por isso. Seus olhos se encheram de fúria, um rastro de poder que poderia devastar a tudo naquele mundo brotou dela, e fez até o próprio monstro tremer.

- Lavos, você será destruído pelo que fez aos meus amigos, a esse mundo e ao meu amado Janus. Eu vou te matar! Lavos!

Num mundo distante, uma garota de exatos 20 anos acorda assustada.

- Unff. Que sonho estranho, por quê teve que se tornar um pesadelo?

Nathalia é uma jovem garota que está na faculdade de Relações Internacionais. Mas na verdade não é isso que ela quer, ela sempre quis ser uma heroína, uma viajante, uma exploradora, viajando pelo mundo em busca de aventuras e pessoas em perigo para proteger e salvar, e principalmente, um amor como Glenn, do jogo Chrono Trigger, talvez o próprio Glenn, que ela faria voltar à forma original com seu beijo e os dois seriam felizes para sempre.

Mas nada do que ela sonhava se tornava real, e isso tornava a realidade que ela vivia ainda mais cruel. A dor que sentia pelo pós-operatório se tornava pior quando ela tentava fugir momentaneamente para o mundo dos sonhos. Mas o mundo dos sonhos nunca se tornaria real, os sonhos dela nunca se tornariam reais, assim ela pensava. Mas estava enganada, e talvez fosse se arrepender quando finalmente tudo que ela almejou, toda a aventura que ela fantasiava virasse realidade.

Eram quatro horas da manhã, mas ela estava sem sono, e não conseguia voltar a dormir, então tomou um bom banho, e colocou uma roupa normal. Um vestido preto com um cinto, uma calça jeans por baixo e uma jaqueta também jeans por cima. Coloca então um All Star do mesmo tecido da calça, penteia o cabelo, toma café, escova os dentes, e fica lendo um livro enquanto espera o horário para pegar o ônibus e ir para as barcas.

Quando chega a hora, ela faz tudo como de costume, e ás sete e quarenta da tarde ela já está na faculdade esperando a aula começar. A sala está cheia, e todos ficam conversando sobre várias coisas, mas o principal assunto é a vinda da família real do Japão para lá e a exibição da lendária espada Masamune.

Ao ser o pronunciado o nome da espada lendária, os olhos da jovem começaram a brilhar, e ela começa a ficar atenta à conversa dos colegas. Eles falavam algo sobre que seria muito importante para o melhor entendimento da cultura japonesa e que fora uma boa coisa que acontecera. Logo uma moça adentra a porta. É uma das inspetoras da faculdade.

- O professor mandou avisar que não vai vir hoje, então não haverá aula!

Ao ouvir essas palavras, a jovem sonhadora pegou sua bolsa e saiu correndo da sala, ela tinha um lugar urgente para ir, um compromisso com o futuro. Em alguns minutos, já estava no local aonde seria exibida a Masamune. Havia chegado cedo, então não havia muita gente ali, e deu para ela ficar bem na frente para ver o rei do Japão e a sagrada espada.

Logo o local estava cheio de gente, e todos cochichavam sobre essa novidade, sobre como seria a espada. A única coisa em que a jovem Yume no Hime pensava era em seu amado Glenn, em como seria bom ver a espada em que a arma de seu sapinho fora baseada.

O rei se fez aparecer, e todos ficaram observando-o atentamente. Ele leva consigo uma caixa aonde deve estar à espada. Então olha para todos e vai ao centro do plano de exibição, onde há uma grande mesa. Deposita a caixa na mesa. Então a abre para mostrar a todos. O público olha a caixa perplexo. A Masamune desaparecera.

- A Masamune foi roubada!

Todos entraram em pânico, menos Nathalia, que viu nisso a oportunidade de se tornar uma heroína. Acharia a Masamune, e seria consagrada pelo imperador Japonês, talvez até fosse morar no Japão. Então ela se desvencilhou da multidão, e foi em direção aonde o vento lhe mandava ir.

Não foi difícil achar o local onde está a Masamune. Uma caverna no meio da cidade é algo que não se passa despercebido, assim ela pensava. Então, ela entra caverna adentro. Consegue escapar dos monstros que infestam a caverna, e chega até uma sala dentro da própria.

No centro deste compartimento, ela vê um altar onde tem uma pedra. Incrustada na pedra, está a Masamune. Aproxima-se com passos firmes e decididos em direção a espada, para retirá-la da pedra. Sentia-se como o rei Arthur indo tirar a Escalibur. Mas ao chegar a dois passos do altar, aparece a sua frente um bicho verde e estranho, que ela reconhece como sendo um Goblin.

- Finalmente a encontrei, Anne Lenórien!

- Saia do meu caminho, eu vim pegar a Masamune!

- Assim como eu previ!

Então ele a ataca, fazendo-a se chocar com a parede. A jovem fica extremamente ferida, mas algo a impele a continuar indo. Ela busca forças de onde não sabe. Levanta-se lentamente, com um fogo no olhar, mas uma expressão de dúvida em sua face. Dirige-se então ao Goblin.

- Como assim?

- Você realmente acha que eu tenho algum interesse nessa espadinha ridícula?

- Como ousas insultar a Masamune!

A jovem furiosa investe contra o Goblin, mas este a joga longe de novo. Mas logo ele é atingido por algo. Nathalia fica atordoada com o que está acontecendo. Logo olha para seu salvador. É um rapaz da sua idade, de cabelos verdes, e pele clara, muito semelhante a alguém que ela conhecia por jogos de vídeo game.

- Glenn!

- Pois sim!

- Glenn, pegue a Masamune!

Como que obedecendo ao pedido da jovem, o espadachim vai a direção a Masamune para retirá-la da pedra, mas o Goblin aparece no meio. Ele é facilmente derrotado pelo rapaz, que continua seu caminho em direção a espada. Ao chegar até ela, tenta puxá-la com todas as forças. Tenta diversas vezes, mas sempre em vão. Então aparece um outro ser estranho, agora um Bug Bear, que se aproxima da Yume no Hime.

- Anne Lenórien, irmã de Nielendorane e prima de Tânia-hime, aqui será o seu túmulo!

Então ele vai avançar em direção a ela. Glenn, ao perceber isso, desiste da Masamune, e pega sua lâmina de bronze e o ataca, salvando mais uma vez a garota. O Bug Bear se vira para ele, furioso por ter sido interrompido, e então eles começam a lutar, enquanto a jovem se distancia dos dois e vai a direção a espada.

Logo ela chega até a espada, e de olhos fechados, a retira da pedra. Sente-se como se estivesse tirando uma faca de dentro de uma manteiga derretida, de tão fácil que tinha sido tirar a Masamune da pedra. Mas então, uma mudança operou em si, e ela sentiu sua visão embaçar. Perde a consciência.

Enquanto isso, Glenn e o monstro lutam ferozmente um contra o outro. O espadachim o atinge intensamente, dando-lhe danos altíssimos, mas o outro também fere o adversário gravemente. Logo o espadachim é impossibilitado de usar seus poderes mágicos. Então a balança da luta começa a cair pro lado do adversário. Glenn é gravemente ferido, e não vê chances de vencer, até que o monstro é atingido por uma espada, que tira um terço das forças dele.

- A Masamune! A garota!

- Pois sim!

Era uma jovem de cabelos azuis e longos. Seus olhos eram prata esverdeados. Vestia um vestido específico para lutas. Em suas costas se encontra um arco, e as flechas, mas a bainha da Masamune está em sua cintura. Suas orelhas pontudas demonstram que ela não é desse mundo. Seu corpo lindo deixa o rapaz um tanto catatônico. Ela é Nathalia. Só que agora, como Anne Lenórien, elfa amaldiçoada que com o poder da Masamune, retorna a sua forma original e recupera sua memória.

- Parece que Thwor Ironfist começou a mandar capangas infelizes para fazer seu trabalhinho sujo.

Ao ouvir as palavras que saíram da boca da ela, o monstro vai em direção a ela, mas ela desvia rapidamente do ataque, desferindo-lhe um golpe com a Masamune. Logo coloca a espada na bainha e começa a atingi-lo com ataques mágicos. Tira danos sinistros nele, e logo ele está sem poder nenhum, então ela da um último golpe.

Antes de morrer, ele a olha firmemente e pronuncia umas palavras indecifráveis, e um grande poder sai de sua mão em direção a jovem. Glenn se joga na frente, recebendo todo o ataque. O mostro desaparece, morto. Glenn cai no chão, extremamente fraco. Anne vai até ele assustada, sem saber o que fazer.

- Glenn! Por favor! Viva! Eu não sei o que será de mim se você morrer! Logo agora que eu te encontrei! Não me deixe!

- Ainda não é o fim, pequena dama! Existe outro de mim em outro mundo. Deveis-vos ser forte, Anne-hime, pois da vossa força dependerá este mundo, o mundo do meu outro eu, um outro mundo distante e o seu próprio mundo!

Logo após dizer essas palavras, o jovem desaparece do mesmo jeito que o monstro. Lágrimas escorrem dos olhos da jovem, que os fecha intensamente. Levanta-se decidida, com o rosto encharcado. Cheia de fúria ela vai a direção onde estava a Masamune. Ao chegar lá, ela percebe que um portal se abre na sua frente, e ela é tragada por ele, sem ter como reagir. Perde a consiência.

Seus olhos começam a se abrir, está num quarto, muito bonito por sinal. Decorados com coisas que poderiam servir a uma civilização extremamente evoluída, como Atlândida. Sua cabeça latejava de dor, então olhou para seu lado. Havia um garoto, um pequeno menino de mais ou menos uns seis anos, cabelos azuis e olhos verdes, e orelha ligeiramente pontiagudas. Ela logo o reconhece.

- Janus Zeal!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Daniel

Quero falar de febre e rancor,
Dor e sofrimento,
Tristeza e mágoa,
Guerra e ódio.

Quero falar de sonhos e cores,
Doces e ilusões,
Amores e alegrias,
Prazeres e sorrisos.

Quero falar de você,
Dos seus olhos castanhos,
Dos seus cabelos lisos,
De seus lábios rosados.

Quero falar de ti,
De seus traços calmos,
Seu sorriso encantador,
Seu olhar bondoso.

Quero falar de mim,
Dos meus intensos sentimentos,
Dos meus fortes desejos e paixões,
Tudo que sinto que por ti.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Trecho de "O Arauto da Vingança"

Aqui eu posto o trecho inicial do meu romance e-book que se passa no mundo de Arton, do rpg Tormenta..

.............................................................................................


O castelo real de Lenórienn sempre fora considerado uma espécie de prisão para esconder a princesa do mundo, impedindo-a de ser vista pelo mundo. Um lugar vistoso, ostentador, mas ao mesmo tempo, melancólico, triste e vazio. Mas o que ninguém sabia, era que também poderia ser um refúgio, um lugar acolhedor e solitário para se proteger das atividades da cidade e ficar protegida em seu próprio mundo. Isso é o que mais encantava em Anne naquele lugar.

Anne era a prima mais nova da princesa Tânia, e desde que seus pais morreram, foi viver no castelo, junto com sua irmã mais velha, sua prima, e o rei. Desde que se mudara para lá, se tornara uma garota introspectiva e solitária. Passava o dia inteiro em seus aposentos estudando magia e escrevendo poesias. As únicas pessoas com que ela falava eram sua irmã, Nielendorane, e sua prima. Sua irmã sempre a convidava para sair em aventuras com seus amigos, mas ela sempre recusava. No final, a mais velha acabava desistindo, sob a ameaça de virar um bicho verde, nojento e peçonhento.

Seu quarto era um tanto peculiar. Havia livros de magia e de romances espalhados pelo quarto todo. Seus manuscritos estavam em cima de uma escrivaninha, e em sua cama havia um livro todo delicado e bem cuidado onde estava escrito o dizer: “Diário”. Apesar de solitária, sempre fora uma jovem sonhadora, mas sempre buscava aventuras em sua própria imaginação, pois tinha muito medo de se relacionar com outras pessoas.

A elfa acorda com um sorriso nos lábios, havia tido um sonho bom. Levanta-se da cama, se espreguiçando lentamente. Vai até a janela e a abre, lentamente. Está um lindo dia. O sol adentra pela janela iluminando todo o quarto, transformando um lugar escuro e frio num lugar quente e iluminado

A janela do quarto de Anne da para o jardim do castelo, então ela fica todos os dias observando as flores e os animais que freqüentemente apareciam por lá. Às vezes observava sua prima andando pelos jardins. Sentia que ela estava deprimida e entediada com isso, mas sabia que não podia fazer nada para ajudá-la que não comprometesse sua segurança.

Ouviu o barulho da porta ranger, alguém havia entrado em seu quarto. Só pelos ruídos dos passos já sabia quem era. Continuou a olhar pela janela, com um semblante pensativo, enquanto esperava o visitante se aproximar dela. Os passos foram se tornando cada vez mais fortes, assim como o ruído da sua respiração.

- Maninha.. – disse o intruso

quinta-feira, 1 de maio de 2008

O Encontro

Precisava fixar os olhos no céu azul, para não ver a podridão a sua frente. A praia onde estava se situava dentro da baia, e por isso recebia constantemente o esgoto que ali era despojado. Mas a impura não podia deixar de passar por lá, já que este é o caminho certo até o museu.

Estava vestida com uma jardineira blue jeans com a calça sendo corsário, e um top branco por baixo. Calçava um tênis all star preto. Os cabelos longos e dourados amarrados num rabo de cavalo. Suas duas mãos estavam nos bolsos do macacão, sendo que uma apertava firmemente o ipod que estava escondido em um deles, só tendo como sinal de sua existência o fio que o ligava até a orelha da garota.

Seguia seu caminho rindo desesperadamente, pois ouvia em seu fone algo extremamente engraçado. Olhava pro céu e deixava a luz e o calor da estrela mãe baterem em seu rosto. Ela se sentia bem a luz do sol, como se a energia emitida pelo astro fosse absorvida pelos seus poros e utilizada pelo seu organismo como se fosse sua própria.

Sentia o suor gelado refrescar-lhe a pele, aquecida pelo calor ambiente. Já havia caminhado muito desde sua moradia até onde estava, e o resultado estava visível, nas gotas de água que saiam de seus poros. Não obstante, nenhum sinal havia de qualquer cansaço ou vontade de parar vinda da jovem.

Continuou seu caminho até chegar no portão que marcavam a entrada do local de destino. O museu era conhecido pelos habitantes locais como Disco Voador, por ter a forma de um. Então a impura entrou pelos portões e subiu a passarela que levava até a entrada do disco. Uma voz masculina, mas doce e cálida, e com uma pitada de sarcasmo, chegou aos seus ouvidos.

- Pontual como sempre, Natael!

Logo pode destingir, saindo do museu, o dono desta doce voz. Era um homem jovem, só alguns anos mais velho que ela. A pureza de sua aura demonstrava sua natureza como filho de Lilith, apesar de não estar aparente as características orelhas pontudas que identificavam essa raça. Suas roupas eram humanas, mas extremamente formais. Usava um fraque preto, com uma gravata com listras brancas bem arrumadas, a calça de linho preta e um sapato de couro marrom. Estava como para ir a um casamento. Logo atrás dele, seguia-se um homem de estatura baixa, um pouco menor que Natael, e um ar de arrogância que transparecia pela posição de suas narinas. Suas roupas, uma blusa transpassada longa e branca e uma calça comprida e apertada verde, em conjunto com uma sapatilha da mesma cor da calça. Todos a volta olharam para este, mas os três nem notaram os olhares.

- Kanitriel! Já se passaram vinte e quatro anos e você não se esquece de como eu sou, e vejam sós, você também está aqui...- Olhando fixamente a figura do menor -... Lamitlhen.

- É impossível esquecer tão bela figura!- disse o mais alto, galanteador.

- Não pense que estou aqui por vontade própria, impura. – disse o menor, arrogantemente-Por mim não veria mais a sua cara na minha frente.

- Ora, simpático como sempre, príncipe dos elfos.


...................................................................

Kelyer Shingoki: Kelyer, adorei o seu comentário. Tá, não foi profundo, mas foi muito legal, e me deu forças para continuar atualizando este blog. Obrigada por isso. Mil beijos..