Aqui eu posto o trecho inicial do meu romance e-book que se passa no mundo de Arton, do rpg Tormenta..
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O castelo real de Lenórienn sempre fora considerado uma espécie de prisão para esconder a princesa do mundo, impedindo-a de ser vista pelo mundo. Um lugar vistoso, ostentador, mas ao mesmo tempo, melancólico, triste e vazio. Mas o que ninguém sabia, era que também poderia ser um refúgio, um lugar acolhedor e solitário para se proteger das atividades da cidade e ficar protegida em seu próprio mundo. Isso é o que mais encantava em Anne naquele lugar.
Anne era a prima mais nova da princesa Tânia, e desde que seus pais morreram, foi viver no castelo, junto com sua irmã mais velha, sua prima, e o rei. Desde que se mudara para lá, se tornara uma garota introspectiva e solitária. Passava o dia inteiro em seus aposentos estudando magia e escrevendo poesias. As únicas pessoas com que ela falava eram sua irmã, Nielendorane, e sua prima. Sua irmã sempre a convidava para sair em aventuras com seus amigos, mas ela sempre recusava. No final, a mais velha acabava desistindo, sob a ameaça de virar um bicho verde, nojento e peçonhento.
Seu quarto era um tanto peculiar. Havia livros de magia e de romances espalhados pelo quarto todo. Seus manuscritos estavam em cima de uma escrivaninha, e em sua cama havia um livro todo delicado e bem cuidado onde estava escrito o dizer: “Diário”. Apesar de solitária, sempre fora uma jovem sonhadora, mas sempre buscava aventuras em sua própria imaginação, pois tinha muito medo de se relacionar com outras pessoas.
A elfa acorda com um sorriso nos lábios, havia tido um sonho bom. Levanta-se da cama, se espreguiçando lentamente. Vai até a janela e a abre, lentamente. Está um lindo dia. O sol adentra pela janela iluminando todo o quarto, transformando um lugar escuro e frio num lugar quente e iluminado
A janela do quarto de Anne da para o jardim do castelo, então ela fica todos os dias observando as flores e os animais que freqüentemente apareciam por lá. Às vezes observava sua prima andando pelos jardins. Sentia que ela estava deprimida e entediada com isso, mas sabia que não podia fazer nada para ajudá-la que não comprometesse sua segurança.
Ouviu o barulho da porta ranger, alguém havia entrado em seu quarto. Só pelos ruídos dos passos já sabia quem era. Continuou a olhar pela janela, com um semblante pensativo, enquanto esperava o visitante se aproximar dela. Os passos foram se tornando cada vez mais fortes, assim como o ruído da sua respiração.
- Maninha.. – disse o intruso

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